Respirar música, vibrar com as baixas frequências...
Para viver, precisamos do coração, dos pulmões e de todo o resto dos sistema que nos mantém vivos e saudáveis.
Pois.
A música é, para mim, o equivalente espiritual dos meus órgãos vitais.
Tenho um péssimo hábito que os meus amigos amigos chamam de "batuque": faço ritmos com as mãos, com as chaves, com os talheres... na mesa, na fotocopiadora, no elevador... Isso tem-me feito pensar se não deveria ter comprado uma bateria e explorar esse lado.
Mas não, como a viola sempre deu jeito para os grupos de jovens, acampamentos, festas e outros, as cordas tomaram a dianteira.
Como tantos outros, comecei a tocar guitarra acústica e acabei por descobrir que uma linha de baixo tem dois papéis: ritmico e melódico! Era o dois em um! :)
Heart & Soul
Comecei a tocar com um grupo de jovens numa banda que se propunha a fazer originais! Eu tinha agarrado no baixo 2 meses antes de ser convidado para os Heart & Soul. Os primeiros concertos foram catastróficos e cedo queimámos o nome!... :p
SoulGarden
Decididos a fazer coisas mais complexas e tendo agora a colaboração de um teclista, estava o espectro completo, saíram alguns elementos e mudámos o nome para SoulGarden. Faltariam, talvez, alguns metais (saxofone teria sido fantástico!), mas nada que o teclado não compensasse.
O projecto acabou por ficar a um passo da gravação de um CD, pela razão mais comum do desmembramento das bandas: as mudanças de horários e de estilos de vida dos membros da banda. :(
Queres melhorar? Vai ter aulas!
Em 2004 comecei a ter aulas como deve ser.
Nunca tinha tido formação nenhuma, para mim as pautas eram um monte de semifusas, parafusas e confusas que deviam ter uma descodificação em tudo semelhante aos hieróglifos egípcios!
Tenho tido um professor espectacular, que dá liberdade à criatividade e puxa, constantemente, os meus limites.
Tecnicamente foi do melhor, pois tenho vindo a corrigir alguns vícios que não permitiam eficácia na aplicação dos exercícios e a velocidade de execução que tenho vindo a melhorar.
The Dust
Coincidentemente, poucos meses depois, fui convidado para os The Dust, um projecto de covers que me tem dado luta, mas que tem ajudado a consolidar o que aprendo nas aulas :)
Equipamento
A seguir vem o equipamento que uso tanto para estudar como para tocar ao vivo.
Ibanez TR500 Expressionist
Robustez e versatilidade!
A Ibanez conseguiu fazer um baixo com excelentes funcionalidades, uma sonoridade acima da média, uma qualidade de acabamento bastante boa e (tirando o conhecido problema do jack, que rapidamente se resolve) muito robusto!
Funcionalidades: 8
4 cordas. Equalizador de 3 bandas, Pickups Active Power Tier comutáveis para passivo. Controlo de Volume. Controlo de Balance entre os pickups. Bridge que permite tanto que as cordas passem por cima, como por dentro e, como todos os baixos da Ibanez, perfeitamente equilibrado e confortável.
Sonoridade: 9
Tanto toco tanto nas vizinhanças do Grunge como nas do Jazz, este baixo serve bem ambas as vertentes e tudo o que está no meio.
Tem uma tonalidade muito agradável, mas bastante versátil graças ao Equalizador!
Ergonomia e acabamentos: 7
Nesta gama, não se pode esperar que de fábrica afinem cada baixo que sai. No entanto sos pickups não tenho nada a dizer. Só vejo uma falha neste baixo: o jack de 1/4" produz uns estalidos e interrupções no sinal se o cabo for muito movimentado. Já tinha lido que nesta série é um problema comum. Não quer dizer que, cada vez que nos mexemos, o amplificador faça "CRAU!"!...
Fiabilidade/Durabilidade: 10
O baixo já foi bastante usado para tocar ao vivo e devo dizer que tem feito um estrondoso trabalho! Este baixo é bastante resistente. Os suportes da cinta são bastante sólidos e o acabamento não se risca com facilidade. A pintura sunburst e o formato dos pickups dão-lhe um ar "vintage" (e quase que é!). O baixo foi comprado em 1996 e ainda está aí para o que der e vier!
Marshall Bass State B65
Excelente qualidade sonora e de construção!
O circuito especificamente desenhado para emular a dinâmica e performance da amplificação totalmente a válvulas é o coração deste Bass-State.
Esta tecnologia permite um som cheio, mais suave, mais marcante no fundo e com agudos mais vibrantes, caracterísitcas normalmente associadas às válvulas, tudo num tamanho e peso de um equipamento actual.
Principais características:
65 Watts, tecnologia Bass-State
2 inputs - activo e passivo
5 bandas - equalizador gráfico
Limitador comutável
FX Loop
Line out
Altifalante 12"
Depois de escolher entre o input Activo ou Passivo, temos os controlos fundamentais do Treble e Bass a somar ao Equalizador Gráfico de 5 bandas para uma qualidade mais detalhada.
Temos também o controlo de Compressão Soft Knee com um LED para mostrar quando está activo.
Lá dentro está um circuito SLS (Switchable Limiter System) - o Limitador incorpordado.
Ligado, permite para uma performance mais limpa a volumes mais altos e desligado para uma tonalidade mais quente e natural.
Os jacks Effects Loop e Line Out completam este amplificador.
O altifalante de 12" foi desenhado especialmente para os 65 Watts de graves Bass-State.
Zoom 506 Bass
Variedade e qualidade por um preço mínimo!
Saído da caixa e ligados os cabos é logo começar a tocar...
Editar os patterns é que já dá mais trabalho. Depois de ler o manual torna-se muito fácil.
Sonoridade:
O pedal já tem um "Noise Gate" que ajuda a eliminar o ruído mas quanto mais efeitos se usarem, mas ruído vamos ter...
Algus efeitos são bastante bons, como o Compressor, Pre Amp, Modulação e Delays, mas alguns são muito fracotes como o o "auto wah".
Pelo preço, já é uma boa maneiras de deitar a mão a uns quantos efeitos ;)
Depois de algumas horas já dá para distinguir os bons efeitos dos que não prestam (como o Synth...).
De qualquer modo, convém usar um Gate antes de mandar o sinal para o amplificador ;)
Fiabilidade:
Sejamos realistas: este pedal é feito de plástico. Não aconselho a um baixista de Metal que queira usar umas botas da tropa ao vivo, mas já o tenho há uns anos e nunca tive problema nenhum.
O TRANSFORMADOR!... esta coisa devora pilhas de 9V!
Eu trato bem o meu pedal e nunca me deixou mal. Como qualquer equipamento gosta, claro...
Para ser honesto, como baixista não preciso de multi-efeitos. Preferia ter só Compressão, NoiseGate, e um bocadinho de Overdrive.
O Chorus e Flange não me interessam muito. Hoje, claro ;)
Gostava mesmo que tivesse um equalizador de 3 bandas. Em vez disso tenho um controlo de 1 a 50...
Assim, uso o do amplificador, mesmo. Mas tenho de dizer que ajuda a aumentar o sinal e que tem sido bastante engraçado tocar com ele.