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Miguel Marques - A minha Honda CB 750 Sevenfifty
H . o . n . d . a . . C . B . . 7 . 5 . 0

Status Report da minha Honda CB 750 Sevenfifty
  1. Honda CB 750 Sevenfifty, Bordeaux, 2001

    • 14 000 Km - ando MUITO menos do que gostava...
    • Toda de origem - tirando a aranha ;)
    • Mota de garagem - felizmente dá para mantê-la a brilhar :)
    • Suporte para mala - da GIVI, claro!

  2. Manutenção:

    • As revisões faço na marca enquanto dura a garantia
    • Óleo na corrente a cada depósito, verificação da pressão no pneus e já está! :)



Consumos
Urbano: 8L
Estrada: 6L

Especificações
4 tempos
4 cilindricos em linha
refrigeração liquída
tx compressão: 9,3:1
72 CV / 8.500 rpm
61 Nm / 7,500min-1
5 velocidades
entre eixos: 1.50
altura assento: 79 cm
depósito: 20 litros
pneu frt: 120/70 ZR17
pneu trs: 150/70 ZR17
peso a seco: 215 kg

Para quem quiser ler
A primeira Honda CB 750 Seven Fifty era de 1992 e tem mostrado qualidades que já a tornaram num clássico.
Combina versatilidade com performances, é indicada para os que pretendem uma moto para uso pleno independentemente das circunstâncias.
Preenchendo um nicho de mercado muito específico, o sucesso tem sido garantido pelas suas qualidades dinâmicas e construtivas, que são em muitos casos a chave na escolha de muitos motociclistas quando pretendem uma moto nova.
Com um estilo clássico e simples, que apela aos bons velhos tempos e a motos que fizeram história, o desenho da CB 750 acentua o seu ar musculado, embora bem combinado com a modernidade que se lhe deseja, assim como com o tipo de opções técnicas que para muitos são uma grande atracção.
A Seven Fifty apela aos sentidos e sobretudo é capaz de oferecer ao mais comum dos motociclistas uma experiência única e inesquecível quando se conduz uma moto, sem mais nem menos.

CONCEITO
Foram vários os estudos de mercado que levaram ao desenvolvimento deste modelo e que sobretudo procuram determinar a lista de qualidades que a moto deveria possuir.
Uma lista que começa no equilíbrio da posição de condução, o conforto do assento e uma resposta suave e muito cheia do motor entre os baixos e médios regimes, capaz de tornar a condução o mais fácil e divertida possível.
Deveria o novo modelo possuir também uma boa capacidade para se rolar com pendura (em espaço e prestações) qualquer que fosse a sua estatura fisíca.
Tudo isto para definir o objectivo principal deste modelo: oferecer uma “condução natural”.
Objectivos confirmados e preenchidos em pleno pela CB Seven Fifty, uma moto tão natural e divertida de conduzir quer a solo quer em companhia; quer em trajectos citadinos, quer em longas viagens. Quer em percursos sinuosos quer té em zonas mais abertas.

ESTILO
A CB 750 Seven Fifty é uma moto de concepção simples.
A silhueta deste modelo faz-nos recuar no tempo e sentir saudades de alguns modelos bem conhecidos.
Mas fá-lo de forma moderna e actualizada, apresentando um assinalável lote de qualidades técnicas de primeiro plano.
Na estética a jogada da Honda recaíu no estilo clássico com o depósito a ser o centro das atenções junto com o motor, totalmente a descoberto.
A longa distância entre eixos proporciona um equilíbrio de linhas e formas, e tudo o que é mecânico está bem à vista.
Há no conjunto um certo ar desportivo, sem exageros, notado pelo presença dos pneus radiais, discos de travão em ambos os eixos, etc, etc.
Mas há sobretudo um ar ‘possante’ e decidido, que muito agrada aos puristas do estilo.
Destacam-se ainda as duas panelas de escape assim como as linhas simples e curvas de toda a secção traseira.
O toque final é dado pelos vários componentes cromados e que abundam quer na ciclística quer partes mecânicas deste modelo.

MOTOR
É de concepção clássica e simples, mas nem por isso deixa de apresentar alguns dos mais avançados argumentos técnicos, sendo uma evidente e notada evolução do motor antes montado na CBX 750F.
O motor da CB Seven Fifty assenta numa estrutura de quatro cilindros em linha, refrigeração por ar e duas árvores de cames à cabeça que comandam as 4 válvulas de cada cilindro.
O sistema de distribuição e a sua configuração permitem uma menor necessidade de manutenção e toda a culassa foi alvo de profundas alterações melhorando os fluxos de admissão e escape e proporcionando um resultado térmico superior.
Houve igualmente melhorias ao nível da carburação e sistema de ignição, traduzidos num aumento das prestações através do melhor aproveitamento do binário e potência produzidos.
A capacidade de refrigeração é superior, fruto da concepção e dimensões externas do motor que conta ainda com um pequeno mas muito útil radiador de óleo.

ESCAPE
São notáveis as duas ponteiras de escape montadas neste modelo, não só pela sua componente estética como também prestacional.
A primeira fica bem vincada e definida, e já as prestações são igualmente justificadas pelo tipo de escape adoptado, um 4-2-2 que permite o melhor rendimento possível.
A estrutura interna das panelas é diferente sendo o mais aproximado possível à das motos desportivas, mas sem perder contudo o brilho e o barulho bem típico destes motores refrigerados por ar - uma das atracções deste modelo.

CICLÍSTICA
Toda a real sensação da referida “condução natural” permitida pela Seven Fifty advém do quadro e restantes componentes ciclísticos. <
A estrutura tipo duplo berço em aço foi reforçada para albergar o quadro e permitir um melhor resultado estradista.
A rigídez foi aumentada em relação a modelos anteriores à CB Seven Fifty, tendo-se trabalhado ao nível da geometria da direcção, distância entre eixos e curso de suspensões.
Houve igualmente uma clara centralização das massas em confronto e utilizando-se também neste modelo o motor como parte integrante do esforço da ciclística.

SUSPENSÕES
Para permitir a este modelo uma resposta suave e precisa à estrada, em perfeita harmonia com a concepção natural deste modelo, dotou-se o conjunto de suspensões talhadas para combinarem na perfeição conforto com eficácia.
Na frente adoptou-se uma forquilha telescópica com baínhas de Ø41 mm, muito semelhante à usada na CBR 600F de 1994.
A mesma forquilha dispõe de uma configuração de válvulas internas RTFVIII que assegura um comportamento mais estável e constante do fluido interno, com uma evidente melhoria da resposta da suspensão.
Atrás optou-se pela montagem de um conjunto de dois amortecedores de acção directa e disponíveis com afinação quer da pré-carga da mola quer da compressão do hidráulico já que têm montados o sistema de válvula progressiva Showa.
É assim possível ajustar todo o conjunto traseiro mediante a situação de viagem (com ou sem pendura, com ou sem carga ou para uma condução ligeiramente mais desportiva ou não) e contar com uma resposta sempre equilibrada já que o sistema de válvula progressiva com reservatório separado de gás mantém mais estável a temperatura de funcionamento da unidade.
O sistema é derivado do utilizado na maior e mais pesada ST 1100 Pan European.
Na travagem a CB Seven Fifty conta com três discos no total, dois no conjunto dianteiro um apenas no trem traseiro.
Esta combinação de sistemas define uma certa aspiração desportiva deste modelo, sendo capaz de proporcionar uma travagem mais completa, com maior progressividade e potência.



 
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